Comércio de Animais

O tráfico de animais pode ser definido como a actividade comercial ilícita que tem como objecto a comercialização de animais silvestres e domésticos. É o terceiro maior negócio ilícito a nível mundial, depois do tráfico de drogas e de armas. Muitas vezes, os animais comercializados desta forma são exóticos e, na maioria dos casos, em vias de extinção, pelo que a sua caça para este tipo de actividade tem um grande impacto na população da espécie, contribuindo para a sua drástica diminuição. Mas também são comercializados animais “domésticos”, como cães e gatos.

Quando é feito com animais vivos, um dos maiores problemas que se encontra, para além da extinção das espécies, é o do transporte dos mesmos, uma vez que o seu acondicionamento é sempre clandestino, o que provoca a morte da esmagadora maioria dos animais transportados (as estatísticas referem que apenas um em cada dez animais sobrevive). Os locais de transporte costumam ser desde fundos de malas a gaiolas de dimensões muito reduzidas para a quantidade de animais albergada.

Os fins dos animais vítimas deste tráfico são: colecções privadas, experimentação e lojas de animais.

Para além do enorme problema do transporte em péssimas condições, existe o problema de os animais retirados do seu habitat natural sobreviverem com grande dificuldade. Sentem-se sós, não se reproduzem e são alimentados de uma forma que não é natural. Tudo isto tem impacto em cada indivíduo, mas os ecossistemas de onde são retirados, também sofrem grandemente, pois, quando se retiram indivíduos de uma determinada espécie de um ecossistema, quebra-se a ligação que existe nele.               Para além de animais vivos, também são traficados animais mortos e partes de animais, como órgãos (por exemplo, a pele). Aqui deixa de haver o problema do transporte, mas mantêm-se os problemas da extinção das espécies, da alteração do ecossistema de onde são retiradas e do sofrimento a que são sujeitos quando caçados e mortos, muitas vezes, apanhados em armadilhas extremamente cruéis e mutilados para retirar o órgão visado (por exemplo, os chifres dos rinocerontes ou os dentes dos elefantes que são mortos pelo marfim dessas partes dos seus corpos).

Cabe às pessoas não incentivarem estes mercados, não comprando estas espécies, mas, para que isso aconteça, é necessário sensibilizar as populações para os problemas que decorrem desta actividade. Cabe aos Estados combater esta prática, através de meios coercivos e de fiscalização, mas cabe também às pessoas informadas e preocupadas com a questão divulgá-la e chamar a atenção para todos os problemas que acarreta a cada animal sacrificado e à Natureza, de onde é cruelmente retirado.

Relacionadas com esta temática temos as denominadas puppy mills ou kitty mills, entre outras, que são quintas de criação de animais (no primeiro caso, cães, no segundo, gatos), que colocam os interesses económicos à frente do bem-estar e interesses dos animais, mantendo-os em condições deploráveis e comercializando-os posteriormente. Estes animais são obrigados a reproduzir-se com uma frequência fora do que é natural, estão subnutridos, não têm os cuidados veterinários necessários, são mantidos em gaiolas de dimensões muito pequenas e, normalmente, são mortos ou abandonados quando deixam de ter “utilidade” (por exemplo, quando as fêmeas deixam de ser férteis. Também nestes casos se levanta o problema do transporte inadequado, sem ventilação, comida ou água durante quilómetros e quilómetros, sendo que muitos não sobrevivem. As crias são separadas das mães demasiado cedo para poderem ser logo comercializadas.

É importante referir a legislação mais relevante relativa a esta questão, que é a Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção) de 1975. Também conhecida por Convenção de Washington, tem como objectivo assegurar que o comércio das espécies em questão e de produtos delas derivados não coloque a sua sobrevivência nem a manutenção da biodiversidade em risco.

Os UCA são contra toda a comercialização de animais, seja ela lícita ou ilícita, pois acreditam que os animais não são propriedade das pessoas. São seres vivos sencientes e, como tal, devem ser adoptados (e não comprados) responsavelmente por quem tenha condições e saiba mantê-los, desde que sejam animais que vivam bem perto dos humanos (como cães, gatos, coelhos, etc.) e que consiga garantir-se o seu bem-estar físico e psicológico.

Fontes:

http://www.traffic.org/

http://news.discovery.com/earth/bad-traffic-the-illegal-trade-in-wild-animals.html

http://www.wildaid.org/about?gclid=CPax3YLVt7ICFcYMfAodkV4Agg

http://www.tierramerica.net/2001/0805/particulo.shtml

http://pessoas.hsw.uol.com.br/trafico-de-animais.htm

http://www.natureba.com.br/trafico-animais-silvestres.htm

http://www.peta.org/issues/Companion-Animals/puppy-mills-dogs-abused-for-the-pet-trade.aspx

http://www.peta.org/issues/Companion-Animals/Puppy-Mills.aspx

http://www.cites.org/

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